Projeção Astral – 09 de agosto de 2025, às 03h55
Arquivo LY-02
Dimensão acessada: Orbe de Lira, subcinturão cristalino
Frequência Vibracional: Faixa harmônica azul-prateada, ressonância de cura e memória ancestral
Estado de Consciência: Expansão lúcida com identificação plena de aspecto superior
Egrégoras estelares associadas: Conselhos de Lira e fraternidade de Sírius
Adormeci nos braços do silêncio e despertei em outro mundo — semelhante à Terra, mas livre de seu peso.
Não havia passos, nem vozes… apenas um chamado suave, insinuando-se direto em minha mente, conduzindo-me sem esforço, feito de pura intenção.
Ali, eu não era quem costumo ser.
Chamavam-me Valeryana.
Meu corpo era esguio, desenhado pela delicadeza; a pele, tão alva quanto a neve que toca o amanhecer; cabelos longos, de um gris quase branco, cintilando sob uma luz que não vinha de sol algum.
Os olhos… um azul tão cristalino que pareciam guardar fragmentos de gelo e céu.
Vestia-me não com tecido, mas com algo vivo — uma película prateada e azul-perolada, fundida à pele, abraçando-me dos pés ao pescoço num degradê que deixava livre apenas o rosto.
O lugar era vasto, simples, mas belo de um jeito que parecia respirar junto comigo.
O céu carregava um azul profundo, tingido por nuvens rarefeitas que se moviam lentamente.
E então vi… seis luas — não dispersas, mas dispostas em dois alinhamentos perfeitos, coroas gêmeas suspensas sobre o mundo.
A luz não vinha de tochas nem lâmpadas.
Pequenas esferas translúcidas flutuavam sozinhas, espalhando um brilho sereno que acariciava o chão, as árvores… e a minha própria pele.
Havia uma doçura etérea em tudo — como se aquele planeta soubesse falar sem palavras, viver sem pressa, existir sem ferir.
E ali, no silêncio e no encanto, senti que cada cor, cada reflexo, cada sopro de ar…
me reconhecia.
